Na semana passada fiquei ciceroneando um grupo de cariocas que passou por aqui. Gente finíssima, todos. Depois, conheci um DJ sérvio que se amarra em funky/soul/breique (é, -ique, aquele do Tony Tornado e do Gerson King Combo) e arranha umas boas palavras – e palavrões – em carioquês. E, no mesmo dia, vou a uma festa onde há uma sérvia que dá aulas de português e alguns de seus alunos. Para não falar dos amigos brasileiros que fiz aqui.
Ou seja: minha língua materna não me abandona nunca.
Ter esses esbarrões eventuais com a última flor do Lácio quando se está em Paris, Genebra, Amsterdã, é natural e compreensível, já que estas cidades são mesmo destinos comuns de vários lusófonos. Não somente turistas, mas também imigrantes. Basta saber que um terço da população de Luxemburgo são portugueses, que nossos primos patrícios são os porteiros e faxineiros preferidos dos franceses e suíços, e que a comunidade brasileira em Londres é uma das que mais crescem.
Mas… na Sérvia?! Quem poderia achar que todo santo dia eu falaria em português com pelo menos uma pessoa?
Ontem, para melhorar, dei uma passadinha na embaixada brasileira para visitar. Já estavam fechando, mas avisaram que amanhã à noite tem sessão de cinema nacional. Ou melhor, brasileiro. E, melhor, em português.
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