Sérvia fica em terceiro lugar no Eurovision 2012

A Sérvia ficou em terceiro lugar no Festival Eurovision 2012, com a canção “Nije Ljubav Stvar” (o amor não é uma coisa), nesta edição realizada na capital do Azerbaijão, Baku.

A grande campeã foi a Loreen, da Suécia (marroquina de nascimento), com a canção Euphoria.

E, surpreendentemente, as velhinhas russas de Buran, ou Buranovskiye Babushke, ficaram em segundo lugar!

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Piada interna pra quem acompanha o Eurovision

Quando o turbofolk encontra o tecnobrega

Gaby Amarantos curtiu isto.

 

(agora, para um momento “Pequena Enciclopédia da Iugoslávia”:

Turbofolk é um termo inventado pelo genial Rambo Amadeus, um dos maiores músicos contemporâneos da ex-Iugoslávia, para designar um estilo de música que predominou na região nos anos 90 e misturava ritmos e instrumentos tradicionais balcânicos com batidas pop e amplificadores potentes – daí o “turbo”. Algumas das cantoras expoentes do turbofolk são a sérvia Ceca e a croata Severina.

No contexto da ex-Yu, o turbofolk ficou muito associado a nacionalistas que cometeram atrocidades de guerra e gângsteres que enriqueceram às custas do mercado negro, inflado com as sanções impostas à Iugoslávia durante as guerras dos anos 90. O visual “thug”, como dos hip-hoppers americanos, com seus cordões de ouro e mulheres peitudas vestidas com estampas de oncinha, faz parte dessa estética.

Se fosse procurar um equivalente brasileiro, o mais próximo seria o tecnobrega, que também parte da música regional e usa artifícios do pop cosmopolita para gerar uma mistura dançante, esfuziante e grandiloqüente, que seduz as massas. No entanto, felizmente o tecnobrega não tem a conotação negativa que o turbofolk tem por causa de sua associação com criminosos.)

Cariocas: vamos participar do filme sobre Belgrado?

Republicado do blog Bem Vindo à Sérvia, do amigo Thiago Ferreira

Hoje, em pleno Dia das Mães, tenho o prazer de publicar aqui no Bem-vindo à Sérvia em primeira mão uma notícia capaz de levar todos os servo-brasileiros a loucura: a comunidade servo-brasileira poderá aparecer no filme Belgrade, de Boris Malagurski! É isso mesmo que você leu: nós, servo-brasileiros, poderemos aparecer no mais novo filme de Boris Malagurski, que será lançado ainda este ano – basta fazermos tudo certinho! Calma, vou explicar, vamos por partes.

O diretor sérvio Boris Malagurski nasceu e foi criado na cidade de Subotica e, em 2005, se mudou para o Canadá, onde abriu a Malagurski Cinema e dirigiu e produziu dois aclamados filmes/documentários: “Kosovo – Can you imagine?” (2009) e “Weight of Chains” (2010). O primeiro trata sobre a dura realidade de terror e de violação dos direitos humanos sofridos pelos sérvios que habitam a província do Kosovo; já o segundo retrata as verdadeiras razões pelas quais a Iugoslávia se dividiu, que são bem diferentes do que a mídia mostra. Em seu atual projeto, Belgrade, Boris Malagurski deseja captar toda a magia de Belgrado, a espontaneidade de seu povo e as circunstâncias históricas que moldaram a capital sérvia e transmiti-las para a tela do cinema de forma a atingir um público ocidental, que está cansado de destinos típicos da Europa, como Londres e Paris, e anseia por conhecer um lugar novo. Um detalhe interessante é que este é o primeiro documentário sobre Belgrado desde a década de 80, quando foi feito um vídeo promocional de Belgrado porque a cidade estava se candidatando para sediar as Olimpíadas de 1992! Assistindo o trailer abaixo, já podemos ver um pouquinho do filme, que com certeza vai ser um sucesso!
Acontece que, há algumas semanas, o colega serbófilo Pedro Aguiar (do blog Yugoboy) enviou a Boris um longo e-mail explicando tudo sobre a comunidade servo-brasileira no Brasil. Dentre outras coisas, citou encontros como o churrasco iugoslavo na praia de Copacabana e como aqui tem muitos brasileiros que se apaixonaram pela Sérvia e por Belgrado especificamente. No final do e-mail, Pedro se oferece para fazer uma contribuição ao filme, que consistiria na filmagem de uma cena em que nós, Belgrade lovers, mostraríamos nosso amor por Belgrado, para mostrar o quão longe essa paixão pela “cidade branca” pode chegar.

E não é que Boris Malagurski respondeu e adorou a ideia? Ele falou que sempre quis visitar o Brasil, que adora o país e que fica muito feliz  de saber que muitos brasileiros amam a terra, a língua e a cultura dele. Disse que, se pudermos fazer um vídeo de brasileiros mostrando seu amor por Belgrado para ele inserir em seu filme sobre a cidade, seria “ABSOLUTAMENTE FANTÁSTICO”! Por incrível que pareça, ele se mostrou realmente empolgado com a ideia!

Após nos serem passados os requisitos de formato de vídeo e som e nos ser dado um prazo, agora nos resta juntar toda a galera servo-brasileira, gravar o material e enviar para Boris Malagurski até meados de junho, porque o fase de produção do filme está prevista para terminar em julho! Tudo ainda está em fase de planejamento, mas já conseguimos o equipamento necessário e logo vamos convocar todos para o dia da gravação, que provavelmente será na primeira semana de junho! Preparem-se!

Aceitamos sugestões sobre o que gravar! Até o momento pensamos em gravar alguns depoimentos de pessoas que já visitaram Belgrado no terraço do Botafogo Praia Shopping (com vista para o Pão de Açúcar), uma cena de um encontro com comida sérvia (talvez de outro churrasco típico) e uma cena com todo mundo na praia com as bandeiras da Sérvia e do Brasil gritando “Volimo Beograd!” ou algo do tipo. Temos que mandar para ele um material bruto com duração máxima de 1 hora para ser editado.

A aparição no filme não é garantida, vai depender da qualidade do material que mandarmos. Mas, com a colaboração e o empenho de todos tenho certeza que Malagurski vai se surpreender ainda mais ao ver as cenas que gravaremos! É a nossa chance de aparecer em uma superprodução cinematográfica que será exibida em dezenas de países sobre a cidade que tanto amamos! É ou não é uma notícia enlouquecedora?

Para mais detalhes, visite:
Site oficial do filme Belgrade – http://www.belgradefilm.com/index.html
Site oficial de Boris Malagurski – http://www.malagurski.com/

Assista também ao vídeo abaixo, que mostra um pouco do primeiro vídeo promocional feito para Belgrado.

Eurovision 2012 – Pouca chances para os Bálcãs

Faltando menos de um mês para a final, o Eurovision de 2012 está com uma competição mais interessante que o do ano passado. A ex-Iugoslávia (e os Bálcãs, de forma geral), como sempre, vem concorrendo em peso – cinco repúblicas, todas menos a Eslovênia. Aliás, desde o fim da Cortina de Ferro, o Eurovision vem gradativamente se tornando um “espaço” onde o Leste Europeu tem cada vez mais peso e maior chance de mostrar seus valores e identidades culturais. Mas as chances de o vencedor deste ano sair da Península Balcânica não parecem muito grandes.

Pra mim, a melhor concorrente deste ano, disparado, é a música da Alemanha (Roman Lob – Standing Still). É um bom pop rock, britanicamente radiofônico, do tipo que faria sucesso mundial se tivesse algum selo de gravadora americana por trás. Mas duvido que vá ganhar, porque é um arranjo e um ritmo singelos demais para os eleitores do Leste Europeu, que agora são maioria dos votantes do festival. Portanto, vamos aos demais concorrentes:

Este ano temos uma banda da Suíça (Sinplus – Unbreakable) que, apesar de fazerem uma imitação descarada de The Killers, são muito bons. Seguimos também com uma Shakira grega (Eleftheria Eleftheriou – Aphrodisiac) e uma representante do bom e velho turbofolk vindo da Croácia (Nina Badrić – Nebo), com uma boa balada estilo Ceca. A concorrente da Bélgica (Iris – Would You) aposta numa coisa meio folk rock, meio Taylor Swift, assim como a da Dinamarca (Soluna Samay – Should have known better). Já a banda da Bielorrússia (Litesound – We are the heroes) parece ter Nickleback como seu modelo – tirando o figurino robótico.

Mas nem só de imitações estilísticas vive o Eurovision. No quesito originalidade, temos uma canção politizada do sempre genial Rambo Amadeus, sérvio concorrendo por Montenegro (Euro Neuro) e uma tentativa de San Marino de fazer uma música com “tema atual” (Valentina Monetta – The Social Network Song). A da Letônia é uma “metamúsica”, uma canção falando dela mesma, sobre um sucesso que toca no rádio… idéia fraca, excecução razoável. E os únicos deste ano que fazem estilo “arranjo tradicional com batida pop” são os da Moldávia (Pasha Parfeny – Lăutar) e da Turquia (Can Bonomo – Love Me Back), com versões em inglês e em turco.

Fora isso, há as canções que se enquadram em “estilos. Como sempre, o Eurovision traz muito “pop de boate”, que é extremamente popular por lá (mas cada país toca o seu) e se convencionou chamar de eurodance – que nunca chega nas boates do Brasil. São eles: Chipre (Ivi Adamou – La La Love, que teria boas chances de enmplacar na noite carioca), Bulgária (a veterana Sofi Marinova e sua poliglota Love Unlimited), França (Anggun – Echo; seria a moça vietnamita?), Suécia (Loreen – Euphoria, muito ruim) e Ucrânia (Gaitana – Be My Guest, talvez a pior candidata ucraniana nos últimos 10 anos).

Há ainda alguns metidinhos a cantores solo (Malta: Kurt Calleja – This Is the Night, Geórgia: Anri Jokhadze – I’m a Jocker, que pra mim é a pior música de todas deste ano) e as xaropadas de sempre de Portugal (Filipa Sousa – Vida Minha), Sérvia (Željko Joksimović – Nije Ljubav Stvar), Eslovênia (Eva Boto – Verjamem), Espanha (Pastora Soler – Quédate Conmigo), Reino Unido (Engelbert Humperdinck – Love Will Set You Free), Estônia (Ott Lepland – Kuula), Bósnia (MayaSar – Korake ti znam), Albânia (Rona Nishliu – Suus, com a mulher que tem um coque de dread enrolado tipo Adele) e dos próprios anfitriães do Azerbaijão (Sabina Babayeva – When the music dies)

Temos também alguns rock farofa (Eslováquia: Max Jason Mai – Don’t Close Your Eyes, Macedônia: Kaliopi – Crno i belo) e um outro folk voz-e-violão com a representante da minoria sueca da Finlândia (Pernilla Karlsson – När jag blundar).

A pegada indie fica por conta de Israel (Izabo – Time), com uma bandinha um tanto retrô, e a baladinha da Holanda (Joan Franka – You and Me).

A bizarrice maior está a cargo das velhinhas russas (Buranovskiye Babushki – Party for Everybody), que seria cômico se não fosse lamentável, e da tentativa da Áustria de fazer um sucesso “glúteo” no estilo brasileiro (Trackshittaz – Woki mit deim Popo, em bom português, “mexa seu bumbum”).

As finais do Eurovision 2012 acontecem na semana de 22 a 26 de maio em Baku, capital do Azerbaijão – que, venceu a competição do ano passado e por isso vai sediar a edição deste ano, como dizem as regras do festival.

Mostra de Cinema Pós-Iugoslavo em SP

Pena que é em São Paulo. É assim que consigo resumir a sensação de ver a programação fantástica da Mostra de Cinema Pós-Iugoslavo, que começa amanhã (19/4), e que não poderei ver. Os 20 filmes serão exibidos apenas na filial paulistana da Caixa Cultural, na Praça da Sé, e infelizmente não virão para o Rio de Janeiro. É até irônico, já que foi esse mesmo centro cultural que promoveu a censura ao A Serbian Film, no ano passado.

E, além das projeções, haverá mini-cursos, palestras e oficinas com especialistas em cinema e questões dos Bálcãs. Uma delas será da antropóloga Andrea Carolina Schvartz Peres, que já entrevistei, provavelmente a pesquisadora brasileira mais dedicada à realidade balcânica pós-Yu (e também ao Jornalismo Internacional, que é a minha área).

O cineasta sérvio Zoran Đorđević, radicado em Caraguatatuba, também estará presente.

Na programação de filmes, está o maravilhoso Cinema Komunisto, de que já falei aqui no blog, além de jóias da cinematografia ex-Yu, como Karaula (2006, Rajko Grljić) – um filme FANTÁSTICO que sempre passo aqui em casa para os meus amigos – e os já clássicos Underground (1995, Emir Kusturica) e Antes da Chuva (1994, Milčo Mančevski).

É uma pena que não foi incluído o magnífico O Peso das Correntes (2009, Boris Malagurski), mas fica para uma próxima edição do evento.

Esta é uma oportunidade raríssima de conhecer mais a fundo as particularidades do “Oeste dos Bálcãs” (como se convencionou chamar a região da ex-Iugoslávia mais a Albânia, e excluindo a Eslovênia), que são muitas. A organização e a curadoria, a cargo de Raphael Fonseca e Sander Maurano, estão de parabéns. Pena que não virá para o Rio também.

A mostra vai até o domingo, dia 29/4, e a entrada é franca. O site oficial do evento é este: http://www.cinemaposiugoslavo.com .

‘Homem-ímã’ vira atração na Sérvia

Na terra de Nikola Tesla, é até irônico aparecer um caso assim.

Publicado no jornal O Dia online.

Jagodina (Sérvia) – O sérvio Sibin Ivanović, de 66 anos, é o mais novo membro conhecido da família das ‘pessoas-ímã’. Depois dos garotos-ímã da Croácia e de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Ivanović é o mais velho a atrair metais para seu corpo.

O fenômeno começou a ocorrer depois que médicos aplicaram choque de alta voltagem para fazer o coração do sérvio – parou de bater após complicações durante uma operação de úlcera no estômago – voltar a bater e salvar sua vida.

Sibin Ivanović ficou magnético após choques elétricos

Sibin Ivanović ficou magnético após choques elétricos

Ele, que mora na cidade de Jagodina, na Sérvia, diz ter notado a nova “habilidade” quando descansou o telefone celular no peito após uma ligação e, assim que levantou da cama, o aparelho não caiu. Depois descobriu que talheres e pratos de metais também eram atraídos por seu corpo.

Médicos fizeram exames e confirmaram a estranha tendência de atração de metais. “Eles não sabem explicar, mas eu tenho agido como um ímã desde que tomei o choque elétrico”, disse Sibin, ao site Metro.co.uk.

“Espero que este efeito ímã funcione com mulheres também. Mas acho que isso só acontecerá se elas usarem um monte de joias”, sonha.